Kristen Stewart sobre a imprensa:"Hoje eu sei exatamente o que se pode e não se pode dizer."
Postado por Nathalia em 03 Oct 2012

No nove filme de estrada de Walter Salles, Na Estrada, a adaptação do romance de Kerouac, ela é parte de um grupo de jovens que partem em uma viagem através do sexo, drogas e jazz.

Wiener Zeitung: 2008, antes da estreia do primeiro Crepúsculo, quase ninguém a conhecia. Hoje você é peça de um jogo para todos os tabloides por aí. Como você lida com isso?
Kristen Stewart: Eu não gosto, mas eu aprendi com isso. Quando sai pela primeira vez em turnê promocional de Crepúsculo - com 17 anos - eu não sabia ainda onde traçar a linha quando se falava da minha relação com a imprensa e o que era relevante para as entrevistas e o que eu deveria guardar para mim. Hoje eu sei exatamente o que se pode e não se pode dizer.

WZ: Já houve um tempo depois de Crepúsculo onde você sentiu o perigo de que essa coisa toda poderia ficar fora de controle para você e você iria acabar como uma daquelas “Garotas de Hollywood”?
KS: Eu acho que é incrivelmente embaraçoso se você pensa de si mesmo como uma grande vendedora. Isso é exatamente o que essas meninas fazem. Há esse momento onde todos em um bar de repente ficam olhando para você e você pensa que talvez você valesse a pena estar sendo observada: Eu me recuso a ser essa pessoa, porque eu não quero ser um objeto de utilidade. Você também tem que saber neste trabalho: Se você der certas partes de você para o público, você nunca as receberá de volta.

WZ: Hollywood requer que embora você participe no circo e fuga de um talk show para o outro.
KS: Eu conheço colegas que constantemente jogam nestes formados, pessoas bem educadas, porque eles são grandes atores. Basta olhar para os talk shows. Eu sempre me pergunto: Como é que eles fazem isso? Como eles podem ser tão perfeitos? Mas no final você percebe: Você não é nada. Você não é ninguém. Porque você sempre tentou agradar tantas pessoas, para desempenhar um papel para todos eles.

WZ: Vamos falar sobre "On the Road": Você leu o livro?
KS: Sim. Este livro realmente moldou a maneira que abordo as pessoas. Eu tive que conhecer esses personagens durante a leitura e pensei: Oh, Deus, esse é o tipo de pessoas que eu preciso na minha vida real. Pessoas que me desafiem.

WZ: O diretor Walter Salles é conhecido por não restringir seus atores - em contraste com filmes de grandes estúdios como Crepúsculo.
KS: Com este filme nós queriamos perder completamente o controle sobre nós mesmos. Isso é em si mesmo uma contradição com a forma como os filmes são filmados: roteiro, set, tudo está predeterminado. A diferença de Crepúsculo foi que com ele que eu estava obcecada com os diálogos certos, porque eu os amava. On the Road, por outro lado foi um projeto onde o suposto era o público ser apresentado algo para se descobrir, em vez de receber algo feito, um produto perfeito.
Walter Salles nos deu muito tempo para internalizar os personagens. Para isso nós também tivemos que conhecer uns aos outros como atores. Isso é o que levou ao fato de que nad parecia posado enquanto estávamos filmando. Nós simplesmente nos deixamos levar. E é claro que nos esquecíamos de alguma fala aqui e ali, mas nós as encontramos novamente mais tarde, através de nós mesmos, porque conhecíamos esses personagens e é por isso que nós sabíamos quando eles tinham que usar essas falas perdidas.

WZ: Isso soa como um trabalho agradável. Você sente o espartilho de fins lucrativos de Hollywood na vida real?
KS: Eu me sinto muito livre em minhas decisões. Para os de fora, pode parecer como se alguém como eu não tivesse liberdade alguma por causa de toda a promoção exagerada. Mas isso não é verdade. Hoje em dia eu tenho acesso a tantas possibilidades e tenho muito pela frente. Eu acho que você não deve fazer concessões na vida. Isso é algo tão fundamental, mas é verdade. Eu não me nego nada na vida. E eu não permito que outros me neguem nada.

WZ: Você sente que através de On the Road você será percebida como uma atriz reconhecida?
KS: Eu tenho sorte de que estejam me oferecendo tantos papeis. Então eu acho que: Sim, e estou estabelecida. Para mim, não é sobre os resultados do meu trabalho, mas mais sobre a experiência que possa passar. E a segurança de saber que hoje eu possa fazer o meu trabalho muitas vezes mais. Ou pelo menos que eu saiba que posso fazê-lo mais uma vez antes que todo mundo ache que eu sou uma puxa saco.

Fonte | Tradução: Vanessa Lopes

O conteúdo acima foi traduzido pela Equipe Stewart Brasil.
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