Entre a estrela de cinema e a design de moda, era um fato óbvio. Ambas cultivam a cumplicidade baseadas na cabeça, coração e essência... Não é maravilhoso que o diretor de arte da Balenciaga escolheu encorpar a imagem da Florabotanica, um novo sabor da marca?
Nós encontramos Kristen Stewart antes do “escândalo” que alimentou a imprensa internacional por todo o verão. O mundo vai dar voltas. Hollywood passará à outra coisa e a rainha da beleza Stewart provavelmente voltará para as boas graças dentro de pouco tempo. Por que tudo sorri para essa atriz brilhante, junho passado ela tomou a frente do ranking da revista Forbes das 10 atrizes mais bem pagas (27 milhões de euros aproximadamente no ano passado). Tem algo de um animal terrível nessa linda garota de olhos verdes e voz profunda, a que o mundo pertence. Seu olhar não escapou de Nicolas Ghesquière, o muito exigente diretor de arte da Balenciaga. Ele escolheu Stewart como a musa de seu novo perfume feminino, florabotânica, um nome dado que faz referência aos jardins botânicos do século XVIII onde as espécies mais raras e mais exóticas viviam. No qual a princesa Kristen se perderia. Entrevista em duas vozes.
Madame Figaro: Você se lembra da sua primeira reunião?
Kristen Stewart:
Eu lembro como se fosse hoje. Foi em uma sessão de fotos para uma
revista, com Bruce Weber, eu era bem jovem. Eu tinha lá pelos 14 ou 15
anos de idade. Eu já estava meio que acostumada com sessões de
fotografias, mas isso não significa que eu estava em meu elemento. Foi a
primeira vez que cruzei com Nicolas e quando eu identifiquei claramente
a marca, Balenciaga. Eu tive a intuição de que nos veríamos novamente.
Naquele tempo, eu não sabia de nada sobre a moda: pelo menos as pessoas
são capazes de citar Chanel; eu, não, absolutamente nada. Eu não era nem
uma modelo e nem uma atriz conhecida, e eu estava lá, no centro do
mundo da moda. Nós podíamos sentir no set uma energia bem contagiante,
uma energia comparada com aquela que me faz no cinema. Hoje eu conheço
bem esse mundo. Eu tenho certeza que nós podemos facilmente fazer a
diferença entre aqueles que criam porque eles são carregados por uma
necessidade interna, e os outros, os seguidores.
Nicolas: Quando Kristen usa uma de minhas criações, eu vejo claramente que ela pega tudo e faz com que tudo faça sentido. Quando eu a vi pela primeira vez eu soube imediatamente que ela e eu compartilharíamos algo. Era algo indistinto, mas eu tinha certeza disso. Eu pedi muito para vê-la novamente e eu comecei a enviar sinais a ela. Isso foi o início da nossa conversa.
Madame Figaro: Você parece ter espírito livre.. cada um em seus respectivos domínios...
Kristen Stewart:
é necessário aceitar você mesma. Se realmente quisermos se tornar
realidade, você não deve ter vergonha de quem você é, você tem que
encarar suas escolhas. Para dizer: quando eu fiz isso eu estava ciente.
Que eu estou diferente hoje em dia. É inútil se olhar no espelho, você
tem que continuar andando pra frente. Nós criticamos meu trabalho. Eu
sempre confiei em mim mesma, isso não significa que eu adormeço sobre
minhas falas ou que eu não cometa erros. Tudo envolve e a vida toma o
cuidado para fazer você se mover. Eu odeio o que estaguina. É necessário
criar, ir além das novidades. Mesmo quando não gostamos delas.
Madame Figaro: Você tem um trabalho perigoso para os seus nervos?
Kristen Stewart:
É Similar ao cinema. Não é muito normal, esses trabalhos que canibaliza
nossas vidas. Por mim, isso nunca acaba. Assim que alguém me conta uma
história, eu penso: será que iss daria um filme bom? Tudo se torna
confuso e a vida me guia incessantemente aos filmes. Para ser uma atriz,
tem que tentar entender isso e é o que eu tento fazer todos os dias.
Então, quando um jornalista me pergunta: “Isso dói? Isso Importa?” Eu
respondo: “Sim, mas isso é muito bom!”.
Madame Figaro: É fácil ser você mesma estando sujeita a uma pressão desse tamanho?
Kristen Stewart: Sim, se nós traçamos desafios que nos faça preservar uma linha de conduta.
Madame Figaro: Kristen, você é uma criatura do ‘daqui para a frente’?
Kristen Stewart:
Eu nunca tive problemas com o que eu vesti. O que eu observei desde
sempre é que uma peça de roupa mesmo que não te mude, pode fazer você
entender muitas coisas sobre você mesma ou fazer você descobrir novos
territórios. Uma a de roupa é como um filme: uma porta abrindo em um
horizonte. É por isso que a moda é fascinante e é isso que eu aprecio.
Como eu sou bastante casual, as pessoas pensam que eu não me interesso
por moda... no entanto eu sou exatamente o oposto do casual.
Nicolas: Ela encorpa idealmente a sofisticação moderna. Ela estava deslumbrante no último festival de Cannes, durante a apresentação de Na Estrada, um filme de Walter Salles.
Madame Figaro: Nicolas, você diria que a Kristen é sua musa?
Nicolas:
Mais que uma musa! Quando ela veste algumas de minhas roupas, ela
confirma isso e eu me sinto realizado. Nós temos uma relação e eu quero
mantê-la.
Kristen: Com o Nicolas, eu consigo participar, e isso é o que me agrada: estar ativa.
Madame Figaro: Kristen, a revista Forbes te deu primeiro lugar no seu ranking das atrizes mais ricas do ano, e a mais poderosa...
Kristen Stewart:
O poder? Isso significa mais responsabilidades e movimentos por que
nada na vida tem que pertencer imóvel. Eu espero ser responsável. Eu não
vivo uma vida frívola, mas eu também não me vejo fazendo como muitos
atores, festas de gala de caridade só porque é popular! Eu não quero me
dispersar. Eu quero ser sincera e ser investida em tudo que eu faço... e
sobre o ranking da Forbes: Sem sentido!! (Ela ri.)
Kristen Stewart por Nicola Ghesquiére
“Ela é corajosa, muito corajosa. Ela fez escolhas artísticas muito
fortes, que traduz uma radicalidade. Ela encorpa a liberdade criativa. E
eu não falo somente por causa do seu carisma ou por causa da sua
beleza. Ela é uma fonte de inspiração."
Fonte. | Tradução: Diana Ketlem
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