Kristen Stewart xinga muito. Isso é ótimo; isso faz dela mais humana do que o ícone dos tablóides que ela relutantemente se tornou aos 22 anos. (Resumindo a história: Ela e seu co-star de Crepúsculo, Robert Pattinson, terminaram. Os motivos não são da minha conta, e nem de nenhum de vocês, honestamente. Mas os filmes Crepúsculo fizeram milhões de dólares e há um chegando em novembro, então aparentemente isso é novidade.)
Stewart veio para o TIFF para lançar On the Road, uma adaptação do clássico livro da geração beat de Jack Kerouac, no qual ela interpreta Marylou, a jovem noiva sexualmente aventureira do carismático Dean Moriarty. (Sim, há cenas de nudez. Não, elas não são explícitas.) No dia de falar com a imprensa, Stewart está acompanhada por Garrett Hedlund, que interpreta Moriarty. E os dois foram os mais animados ao discutir o estilo livre, improvisado, que o diretor Walter Salles incentivou nas filmagens.
"Há provavelmente, tipo, 600 filmes dentro desse que nós filmamos," Stewart diz. "Eu acho que o único jeito de fazer isso, e ser bem fiel a como o livro se expressa, é não estar tão ligado [memorizado] às falas. Quer dizer, certas coisas simplesmente encontram seu caminho para dentro do seu coração, e você fica tipo, 'eu preciso dizer isso. Eu amo a porra dessa fala.' E isso está bem, por você ter se aberto para deixar isso sair, em vez de tentar algo de outra maneira."
O desafio para os atores foram se manter livres, o que Stewart disse que teve problemas. "Eu me torturei na mais incrível, maravilhosa maneira por quatro semanas," ela diz, "e então conforme as quatro semanas passaram foi como, 'você precisa parar de pensar, porque se você não parar, você vai lamentar toda essa experiência. Você vai olhar pra trás e dizer: Eu estraguei tudo, eu pensei muito."
Hedlund credita as pesquisas que estiveram disponíveis para os atores, que se tornou um longo período de pré-produção. Tanto ele quanto Stewart assinaram para On the Road em 2007, mas levou quatro anos até que chegasse ao primeiro dia principal de filmagens. Felizmente, isso deixou que todo mundo absorvesse mais material.
"Nós conseguimos tantas histórias maravilhosas," diz Hedlund. "De personagens reais tipo Al Hinkle, que está no livro como Ed Dunkel. O filho de Neal Cassady me contou muitas histórias maravilhosas, nós lemos muitas histórias de Off The Road, de Carolyn Cassady, maravilhosas histórias de gravações de LuAnne Henderson. Nós sempre tinhamos histórias para nos dar espaço para improvisar."
Stewart diz que o fato de estar interpretando uma pessoa real - a já citada Henderson, que foi a base para a ficcional Marylou de Kerouac - a tornou um pouco mais cuidadosa a respeito de suas improvisações. "É sempre divertido ter liberdade e ter, tipo, acidentes felizes onde você vai, 'Wow, isso é legal, eu não esperava por isso'," Stewart diz, "Mas quando você está interpretando alguém que (realmente) existiu, você sabe..." E ela para, refletindo sobre sua posição. "Eu não quero desmerecer os sentimentos de interpretar um personagem que foi escrito por alguém," ela continua. "Você se sente responsável pelo escritor e pelas pessoas quais o que o personagem afetou."
Não há dúvidas de que ela está se referindo a Bella Swan. E eu tenho que respeitar seus instintos; dada a forma como muitos milhões de pessoas adoram os filmes Crepúsculo - e o quão preocupado todo mundo está que esses twi-hards boicotem Amanhecer: Parte 2 por causa do recente término de Stewart e Pattinson - o que é a coisa mais esperta a fazer. Mas isso também é uma droga, e ela sabe disso, porque assim que ela termina a declaração, Stewart retorna ao seu ponto real e sua energia volta. "Eu interpretei Joan Jett," ela diz, "e por ela estar no set todos os dias, eu não podia improvisar. Eu não poderia. Tudo o que eu disse, eu conversei com ela sobre isso. Você sabe - você não pode colocar palavras na boca de alguém a menos que você o conheça. A menos que você realmente sinta isso, e isso esteja vindo do lugar certo."
"Ao menos que você se sinta confiante," Hedlund diz.
"Precisamente," Stewart diz, assentindo enfaticamente. "Por causa do tempo que tivemos inicialmente [com o material], e por causa do sentimento que Walter, tipo, empurrou pelas nossas gargantas, em nosso peito, isso tinha que aparecer. Era impossível que não."
Hedlund assume: "E uma vez que você conhece os instintos dos personagens, quais são seus desejos e necessidades, isso pode te libertar - pode te descuido, imprudência. Pode ter emoção."
"Sim", Stewart concorda. "Então você pode esquecer tudo, e apenas fazer isso."
Fonte. | Tradução: Carol Souza
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