
Confesso que quando comecei a ler On the Road o achei meio confuso. Tive que voltar para o inicio várias vezes para entender do que se tratava o livro. Depois de algumas páginas e capítulos eu entendi por que eu tinha feito isso. Essa obra tem que ser lida com bastante atenção, pois os personagens entrosam-se bastante entre si, e sempre um personagem que tinha feito uma breve passagem pelo livro retorna.
Sal Paradise é um doido. Mais doido do que ele é o Dean Moriaty. E esses dois doidos se completam. Em todas essas viagens de Leste a Oeste dos Estados Unidos, e até para o México, passando pelas mais variadas cidades e as diversas dificuldades, se o Sal não estivesse com o Dean, ele perdia um pouco do seu rumo. Por que, pois mais que Dean seja um gigolô maluco, ele é o maior e melhor amigo de Sal e vice-versa.
O maior desafio dos diretores e produtores de On the Road com certeza será demonstrar a viagens pelo país que Sal e Dean realizaram na tela do cinema.
Esperava que a Marylou aparecesse bem mais no livro e desejo que no filme ao invés de mostrar o Dean com diversas mulheres, coloque-o apenas com Marylou e foquem mais nos momentos que eles passam em todas as suas viagens. Devem também mostrar um pouco mais a relação deles com os amigos, por mais que os mesmo aos poucos se afastem ao perceberem que os amigos são loucos. O livro mostra perfeitamente toda a loucura e estilos da década de 40 e o filme tem que mostrar isso, por afinal de contas se tratar de uma literatura de uma época antiga.
Coloco minhas expectativas para que o filme seja tão bom quanto à obra e que possamos ter um dos melhores filmes sobre trip entre amigos dos últimos tempos. Parabéns ao Jack Kerouac por este fantástico livro!